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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Segunda-Feira



  Como o mundo pode abarcar tantos acontecimentos, fatos, medos, sorrisos e ações tão distintas, tristes e maravilhosas?

  Semana passada minha mãe quebrou-se em Minas Gerais, visitando a irmã. Tombinho bobo, na chuva. O suficiente para fraturar o calcanhar e o tornozelo em 3 lugares diferentes. No dia seguinte, enquanto minha mãe era trazida para o Rio, eu, de coração apertado por conta da velha, tinha um momento impar em minha vida: falava da Poeme-se à convite de Marcus Faustine, lá na ECO- UFRJ. Momento fantástico, onde um observador mais atento perceberia facilmente que a nação está “batendo a poeira e dando a volta por cima” com ações como a Redes Para a Juventude. Nesse período eu voei de parapente, fiz amor, abracei amigos, fiquei triste com a partida de um amigo e felicíssimo ao receber poesia pelos correios. Sim, poesia pelo correios: Um novo amigo de Sampa, poeta com muita sensibilidade, me enviou um CD de seu trabalho poético #PoesiaCantada...

   Esse mundo é realmente cheio de acontecimentos que fazem você perder o chão, que nos fazem ganhar asas...Dona Helena segue internada no Hospital de Ipanema à espera de uma operação, Faustine Aniversariando, a Poeme-se colocando a poesia em movimento, a família de meu amigo ido e todos os que dele gostavam transformando dor em saudade... Enquanto eu escuto o CD-poético, presente lindo de Dandy, pensando no que vou comer, na saudade do tempo com mais tempo sem ter o que fazer e na boca doce da morena com quem quero estar até o fim dos meus dias.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Aos que AMigo

Eu, em mim, posso até estar perdido com o norte torto e sem coragem. Posso estar perto do desatino ou, ao contrário, ter no rosto o mais ordinário dos sorrisos. Não importa o que eu seja nas horas urgentes ou quem eu esteja nas horas mornas. Sei que tenho amigos. No plural, mas não muitos. De qualquer maneira, amigos. Desses que nem sempre damos a atenção que devemos, desses que nos olham, nos amam, são apesar de e por tanto.

Então, no fundo, eu, que achava que era, sou a soma do que meus amigos fazem de mim. Sou a soma de frases engraçadas, conteúdos filosóficos, conceitos e preconceitos construídos juntos, no ápice dos melhores momentos de ser e estar.
 
O melhor de mim devo aqueles que me amam incondicionalmente. Esses seres Sui generis que por terem uma capacidade impar de rir de minhas piadas sem graça, aturar minhas pequenices e meus ímpetos verborrágicos me fazem notar, no fim das contas, que o valor das coisas é nulo. Importante mesmo é ter pessoas para partilhar o mundo ou te ajudar a catar seus cacos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Outros tempos, Doces e Santos


     Algumas cadeiras no portão. Raros, raríssimos grupos perambulantes e um ou outro carro com meio vidro aberto e braço para fora. De presente mesmo, só o silêncio. Mesma rua, mesmo vinte sete de setembro, só o tempo não é o mesmo. Só as prioridades não são iguais.
    
    Sinto pena da rua. Dessa mesma rua que me viu subir e descer de braços dados com a algazarra, me viu criança e me viu brincar. Me viu. Hoje, à rua, só resta lembranças e uma saudade seca dos tempos em que “aifoni”, “aipedi” e “blaquiberi” eram codinomes para brincadeira de Polícia e Ladrão. Nem as mães têm tempo de ficar de olho na gurizada, nem a gurizada tem, tampouco, tempo para ser criança e correr atrás das aventuras e dos doces.
    
    Hoje, o que vejo é um saudosismo melancólico, espalhado por redes sociais. Pessoas que veem o que já não está lá e exaltam coisa que talvez nem tenha vivido. Eu, melancólico saudosista, somo-me ao bons, aos meus, e afirmo como era bom ser criança quando eu era.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Como Ser Assim #3


Eu riria de tudo de novo

Mas esse mundo não tem a mesma graça...

Ou os meus sentidos evoluíram para baixo 

E me tornei aquele chato velho

Do qual, na infância, debochava?

Gledson Vinícius
imagem cooptada da internet

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estudo raso sobre os lados

Sim ou não, não importam mais. Nenhuma dessas alternativa entende a complexidade do ser. Quem opta pelo sim, adquire com ele, todos as outras faces sombrias que existe nessa opção. O não é de igual modo sombrio, nega o lado positivo que o ato possibilitaria. Mas e então? Como viver a plenitude de si, do mundo e do próximo com respostas sempre tão antagônicas? Por que temos que escolher sempre?
Canso de querer ir ao cinema, mas sem sair de casa, estacionar em shopping e ficar em fila para o ingresso. Se quero ir ao cinema? Sim, quero, mas também não quero. É assim que me sinto: um não recheado de sim ou vice-versa, um sim cheio de pontos de interrogação.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Poema Para o Desespero

São nesse mundo
As boas amizades
Que te mantêm
São nesse mundo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Real 'mente'

Mesmo que nada um dia, um dia de nada faz muita diferença...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

rotineira epifania

Coisas acontecem o tempo todo, em todo lugar... Nossos olhos que acham que o supremo é vulgar por acontecer todos os dias em todos os lugares!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ter e Estar

Ter lepitopi, blequibeuri, aipedi, blogui, emipequatro, feicibuque, orcuti e tantas outras traquitanas modernas não fazem de você um ser evoluído. Todas essas novidades, na maioria das vezes, fazem de você um solitário.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O que tem para HOJE

Mudemos essas teorias loucas de que o mundo é mundo, de que as coisas são assim e pronto. Suprimindo as informações que temos, por certo, seremos melhor fruto, melhor filho, melhor tudo. Não sabendo, seguiremos cantando. Não entendendo nem buscando sobra tempo para os planos de vida, para a vida sem planos. Assim a agonia do cotidiano tolo em seus caminhos frívolos se resume a um misto de lembranças, de sonhos que nem saberemos ao certo de onde vem. Largando de mão o saber, o entender, o querer ser nos sobra tempo para quem realmente amamos, nos sobra espaço para realmente sermos. Não para fora –ser social – mas para dentro – ser feliz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Falam que para quem escreve fugir do óbvio é a senha do sucesso. Concordo que todos devem fugir do óbvio, menos os poetas.
Subúrbio vasto subúrbio

Se eu me chamasse Drummond

Seria um poeta, não seria uma distorção

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Informativo

Retendo todas as minhas premissas a respeito de informativos nesse espaço binário declaro:
GANHEI O PRÊMIO KAIROS POIESIS...
Olhem a classificação.
Para quem quiser ler o poema ganhador... Só comprando a antologia que sairá em breve!!!!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A flor e o Poeta - Lumus

Quebrando minhas próprias regras dispo-me da função de poeta e me torno humano para apresentar uma postagem. Trata-se de uma postagem do blog do Stefano Aguiar – o homem que escreveu com luz, poeticamente, um momento importante da minha vida!
Deslumbre-se: A Flor e O Poeta

terça-feira, 22 de junho de 2010

Coerência

Logo após predizer sua morte foi ser feliz pelo resto da vida.

sábado, 10 de abril de 2010

Já me falaram que sou muito menos do que gostaria de ser. Como sempre quis ser coisa demais, metade, hoje, me satisfaz.

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Fora de Ser

Quando nos esquecemos de ser ao lidar com outra pessoa, somos tudo que não gostaríamos de encontrar em nossos caminhos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aprimoramento

O escrever diário


Tal qual labuta de poeta


É um mal necessário, via de regra.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Perseverança

A agonia diária dos sonhos não realizados é sempre brindada após o cume alcançado.