quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sambista da minha vida

Num dia de bamba

Meu mundo mudou

Jazia sem esperança

Diante da arte do samba

Minha alegria voou


Bebia meus sentimentos

Tragando em goles, tormentos

Lembrando daqueles momentos

Que gostaria de ter.

A imaginação, engenheira tratante

Não tinha forças de conceber

Um rosto iluminante

Que eu havia de ver


Nos traços de cada passante

Procurava os seus perceber

Andando a ermo, tentando

Minha energia a sua ser.


Encontrando minha vida à frente

Meus olhos não acreditaram

Tomando em meus braços, presente

Unidos nossos corpos estavam

A mercê de bocas premente

Duas vidas em uma se davam.


G machado

Um comentário:

The human who sold the world disse...

Ah, mas vc é um jornalista poeta ultra-romântico. Tem aqui uma influência de Álvares de Azevedo no meio da Lapa?

:-)